ABIMCI - Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente

Governo uruguaio apresenta oportunidades de investimento nos setores florestal e madeireiro

Encontro foi realizado com empresários na Federação das Indústrias do Estado do Paraná

O setor florestal tem um importante peso na economia do Uruguai, com um fluxo médio de madeira de cinco milhões de metros cúbicos anuais, com transformação de cerca de dois milhões de metros cúbicos. O restante da madeira, de boa qualidade, ainda não possui mercado. As exportações deste segmento (madeira, celulose e papel) representam 10% do total das vendas externas do Uruguai, sendo que a maior parte delas é referente à celulose. As exportações de madeira e produtos de madeira totalizaram, em 2017, US$ 331 milhões. O Uruguai vendeu a outros países chips, toras, madeira serrada e alguns tipos de painéis.

Esses foram alguns dados apresentados por representantes do governo uruguaio em um encontro realizado no dia 13 de junho na sede da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), em Curitiba. O evento “Oportunidades de Desenvolvimento da Indústria Madeireira no Uruguai” foi promovido pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da federação com apoio da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci). Na ocasião, estiveram presentes o embaixador do Uruguai no Brasil, Gustavo Vanerio Balbela, e o cônsul geral do Uruguai, José Luis Remedi, e mais de 20 empresários do setor madeireiro e representantes de sindicatos.

O gerente de projetos da Agência Uruguaia de Promoção de Investimentos Uruguay XXI, Juan Balparda, fez uma apresentação sobre a situação da economia do Uruguai, o clima de negócios, infraestrutura e as condições oferecidas para a instalação de empresas estrangeiras. Ele ressaltou que setor florestal e madeireiro no país está em expansão, com uma taxa média de crescimento anual de 8,7%.

As cadeias industriais hoje instaladas são de produção de celulose e papel, transformação mecânica, produção primária e energética. Conforme dados da agência Uruguai XXI, existe uma grande oferta de pinus atualmente. E isso é um atrativo para a instalação de empresas de primeira e segunda transformação mecânica.

Balparda ainda ressaltou que o Uruguai conta com um marco jurídico estável e propício para investimento no setor florestal. Por lá, existe um código nacional de boas práticas florestais que visam uma produção sustentável e o atendimento aos requisitos de demanda internacional. Além disso, a Lei Florestal 15.939 traz benefícios tributários para as empresas do setor.

Na avaliação do superintendente da Abimci, Paulo Pupo, que recepcionou a comitiva, o Brasil poderia interagir mais com o país vizinho, potencializando os negócios, e principalmente para adoção de algumas boas práticas do governo uruguaio, já que, por aqui, ainda são necessários avanços institucionais e governamentais como incentivos tributários e maior segurança jurídica para o setor produtivo. Além disso, lembrou que um ambiente de negócios favorável como o apresentado pela delegação do Uruguai, pode ser uma oportunidade para empresas brasileiras investirem na internacionalização das suas produções, seja com possíveis instalações industriais naquele país ou mesmo a possibilidade de importação de toras. Mas ressaltou que, o custo da matéria-prima e a viabilidade logística para eventual importação de toras para o Brasil serão fatores determinantes para o avanço dos negócios.

Também participou do encontro o diretor da Câmara de Indústrias e presidente da Associação de Produtores Florestais do Uruguai, Carlos Faroppa. Ele mostrou dados aprofundados sobre o setor florestal do país vizinho, como o salto da exportação de pinus nos últimos anos. Foram 64 mil metros cúbicos em 2016; e um milhão em 2017. A projeção de Faroppa é de que a marca supere os dois milhões de metros cúbicos em 2018. Vale lembrar que o grande volume exportado é em toras, resultando em um baixo valor agregado às exportações.

O evento também teve a análise do mercado de pinus, na comparação entre Uruguai e Brasil, feita por Marcelo Schmid, da Forest2Market. Além disso, Carlos Moosmayer, da Moosmayer Consultoria, fez a apresentação “Tecnologia de serrarias: otimização de matéria-prima”.

Fonte: Assessoria de Imprensa Abimci – Interact Comunicação

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